Com muita pena minha este ano não posso acompanhar os finalistas na sua viagem a Santiago de Compostela e não só....o meu desejo é que se divirtam e aproveitem para conhcer uma cidade que é património da humanidade e que tem uma beleza única....BOA VIAGEM !!!!




AINDA ASSIM CAIU.....
O REGIME DITATORIAL EM PORTUGAL
1. A MANUTENÇÃO DO AUTORITARISMO:
Com o fim da 2ª Grande Guerra, os regimes democráticos saíram vitoriosos. Porém, em Portugal o regime autoritário e repressivo mantinha-se, apesar de Salazar procurar dar a entender que o pais estava a mudar e que a oposição tinha liberdade de se organizar e afirmar livremente:
1ºEm 1945 dá-se a criação do MUD (movimento de Unidade Democrática) líder da oposição ao regime, depois declarado ilegal;
2º Em 1949, temos eleições presidenciais. O candidato da oposição, Norton de Matos, desiste;
3º No ano de 1958, de novo eleições presidenciais. O candidato da oposição, gen. Humberto Delgado, obtém largo apoio da população mas é derrotado.
2. UM TERRAMOTO CHAMADO DELGADO (1958- 65)
Humberto Delgado conhecido como o General Sem Medo (1906 — 1965) foi um general português da Força Aérea que corporizou o principal movimento de tentativa de derrube da ditadura salazarista através de eleições, tendo contudo sido derrotado nas urnas em 1958, num processo eleitoral fraudulento que desta forma deu a vitória ao candidato do regime, Américo Thomaz.
Em 1959, na sequência da derrota, vítima de represálias por parte da polícia política, pede asilo político na Embaixada do Brasil, seguindo depois para o exílio na Argélia.
Engrossando clandestinamente a Portugal, ao seu encontro, na fronteira Espanhola em Villanueva del Fresno, é enviado um comando da PIDE que o assassinou a tiro, bem como à sua secretária. Morre assim na fronteira, sem ter conseguido regressar a Portugal, no dia 13 de Fevereiro de 1965.
3. O TARDIO DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO
Até à década de 1950, o nível de desenvolvimento económico do nosso país era dos mais baixos da Europa.
A agricultura, apesar de ocupar 50% da população activa era de carácter tradicional e pouco produtiva. A indústria, por sua vez, conheceu um grande incremento, em particular a metalurgia, adubos, celulose, química e construção naval.
Em resultado da estagnação agrícola e do fomento industrial, as cidades cresceram e, ao mesmo tempo, a emigração para França, Alemanha e EUA. Na origem da emigração estava os melhores salários oferecidos nestes países da Europa, mas também a fuga a uma vida de miséria, à guerra colonial e às perseguições políticas movidas pela PIDE.
Após a 2ª Grande Guerra, afirmou-se o movimento de descolonização. Na Ásia e, depois em África, as potências coloniais concederam a independência aos seus territórios ultramarinos.
Portugal não o fez porque considerava que o país não possuía colónias mas sim províncias e que, portanto, não era necessário torná-las independentes.
Em consequência formaram-se nas colónias portuguesas movimentos de autonomia que, através da luta armada, contestavam a presença portuguesa no território: em Angola o MPLA (1956), a FNLA (1962) e a UNITA (1966), na Guiné o PAIGC (1960) e em Moçambique a FRELIMO, desencadearam acções de guerrilha.
Do confronto entre 1961 e 1974, resultaram cerca de 10 mil mortos ( de 900 mil mobilizados), elevado número de deficientes e prejuízos económicos consideráveis.
Em 1968, por incapacidade de Salazar, Marcelo Caetano foi nomeado chefe de governo, criando uma grande expectativa entre os portugueses, que esperavam a resolução de dois grandes problemas: a questão da guerra colonial e a restauração das liberdades democráticas.
Marcelo Caetano introduziu algumas alterações a fim de efectuar uma "renovação na continuidade": extinguiu a PIDE e criou a Direcção Geral de Segurança (DGS), apesar de as pessoas e dos métodos não terem mudado; "aligeirou" a acção da censura, permitindo também o regresso de alguns exilados políticos. Foi a chamada "Primavera Marcelista", uma fraca liberalização que não agradou a ninguém por ser insuficiente e não ter resolvidos os problemas da nação.
6. FINALMENTE A MUDANÇA TÃO ESPERADA: A REVOLUÇÃO DOS CRAVOS.
No dia 24 de Abril de 1974, um grupo de militares comandados por Otelo Saraiva de Carvalho instalou secretamente o posto de comando do movimento golpista no quartel da Pontinha, em Lisboa.
O golpe militar do dia 25 de Abril teve a colaboração de vários regimentos militares que desenvolveram uma acção concertada.
À Escola Prática de Cavalaria, que partiu de Santarém, coube o papel mais importante: a ocupação do Terreiro do Paço. As suas forças eram comandadas pelo então Capitão Salgueiro Maia. O Terreiro do Paço foi ocupado às primeiras horas da manhã. Salgueiro Maia moveu, mais tarde, parte das suas forças para o Quartel do Carmo onde se encontrava o chefe do governo, Marcelo Caetano, que ao final do dia se rendeu, fazendo, contudo, a exigência de entregar o poder ao General António de Spínola, para que o "poder não caísse na rua". Marcelo Caetano partiu, depois, para a Madeira, rumo ao exílio no Brasil.
7. O PROCESSO REVOLUCIONÁRIO
No dia seguinte, forma-se a Junta de Salvação Nacional, constituída por militares, e que procederá a um governo de transição. O essencial do programa do MFA é resumido no programa dos três D: Democratizar, Descolonizar, Desenvolver.
Entre as medidas imediatas da revolução contam-se a extinção da polícia política (PIDE/DGS) e da Censura. Os sindicatos livres e os partidos foram legalizados. Só a 26 foram libertados os presos políticos, da Prisão de Caxias e de Peniche. Os líderes políticos da oposição no exílio voltaram ao país nos dias seguintes. Passada uma semana, o 1º de Maio foi celebrado legalmente nas ruas pela primeira vez em muitos anos.
Portugal passou por um período conturbado que durou cerca de 2 anos, referido como PREC (Processo Revolucionário Em Curso), marcado pela luta entre a esquerda e a direita. No dia 25 de Abril de 1975 realizaram-se as primeiras eleições livres, para a Assembleia Constituinte que foram ganhas pelo PS. Na sequência dos trabalhos desta assembleia foi elaborada uma nova Constituição que estabelecida uma democracia parlamentar de tipo ocidental.
A guerra colonial acabou e as colónias africanas tornaram-se independentes.
Com o crecimento demográfico após a segunda guerra mundial aumentou a percentagem de jovens adolescentes, sentindo muitos desses jovens na América e na Europa muitas dificuldades em se integrarem na sociedade. Surgiram desta forma, movimentos contestatários protagonizados por largos sectores da juventude, foi o caso dos hippies.

Também hoje os jovens enfrentam vários problemas.
Na tua opinião quais são os principais ?
ALTERAÇÕES NO PÓS GUERRA.
A 2º Grande Guerra implicou um enorme sofrimento para a Humanidade, cerca de 50 milhões de mortos no total, com grande devastação e número de vítimas particularmente na URSS, Polónia, Alemanha, China e Japão.
Para reseolver os problemas resultantes da guerra os Aliados, reuniram-se em várias conferências com destaque para as de Yalta (na Crimeia- URSS) e em Potsdam (Alemanha). Destas conferências saíram importantes decisões para a Europa e para o Mundo:
* Desmembramento da Alemanha e da Áustria em quatro zonas de ocupação (a cargo dos EUA, Inglaterra, França e URSS), com a finalidade de destruir os vestígios de nazismo;
* Criação em Nuremberga (antiga capital da Alemanha Nazi) de um tribunal internacional para julgar criminosos de guerra;
* Criação de uma instituição internacional - Organização das Nações Unidas - destinada a resolver, pacificamente, os conflitos entre as nações;
Em consequência dos acordos assinados, criou-se um novo mapa político da Europa. A URSS foi a principal beneficiária, pois anexou os paises bálticos, parte da Alemanha Oriental, territórios da Roménia, Finlândia e Checoslováquia. Em termos políticos há que destacar o facto dos regimes fascistas serem extintos e de, na Europa de Leste, se terem implantando governos comunistas.
RECONSTRUÇÃO E POLÍTICA DE BLOCOS:
Em 1945 a Europa tinha perdido o prestígio e a importância que teve durante séculos, os grandes vencedores da guerra foram os Estados Unidos e a União Soviética (URSS).
Depois de terem lutado como aliados na 2ª Grande Guerra, os Americanos e Soviéticos converteram-se em inimigos. Esta oposição explica-se pelas ideologias políticas e económicas diferentes que defendiam: os EUA seguiam o capitalismo e a URSS o comunismo
Entre 1946 e 1947, as divergências entre americanos e soviéticos acenturaram-se, provocando uma profunda divisão na Europa:
- No Ocidente, os EUA tomaram medidas para combater a miséria e o descontentamento popular e para travar o expansionismo soviético. Em 1947, o general norte-americano George Marshall propôs aos paises europeus um programa de reconstrução económica, através da destruibuição de 13 mil milhões de dólares, sob a forma de donativos e emprestimos, matérias-primas e produtos industrializados (Plano Marshall);
- No Leste da Europa, a URSS apoiou a formação de regimes comunistas, como no caso da Roménia, Bulgária, Hungria, Checoslováquia e Polónia- governos que aliados dos soviéticos, suprimiram as liberdades políticas, colectivizaram a terra e nacionalizaram as empresas. Em resposta ao plano Marshal, a União Soviética propôs-se a ajudar também seus aliados, com a criação do COMECON (Conselho para Assistência Econômica Mútua), instuição que tinha tinha como objectivo a recuperação dos países da Europa Oriental.
A OPOSIÇÃO ENTRE OS BLOCOS: A GUERRA FRIA
A partir de 1947, o mundo viveu na iminência de um confronto directo entre as duas superpotências: foi o início da guerra fria. No decorrer da mesma, URSS e EUA agrediam-se através e ameças e da propaganda, sem todavia chegar a um confronto directo.
A definição para a expressão guerra fria é de um conflito que aconteceu apenas no campo ideológico, não ocorrendo um embate militar declarado e directo entre Estados Unidos e URSS. Até mesmo porque, estes dois países estavam armados com centenas de mísseis nucleares. Um conflito armado directo significaria o fim dos dois países e, provavelmente, da vida no planeta Terra.
As duas potências envolveram-se numa corrida armamentista, espalhando exércitos e armamentos em seus territórios e nos países aliados. Nesta época, formaram-se dois blocos militares, cujo objetivo era defender os interesses militares dos países membros.
A OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte (surgiu em 1949) era liderada pelos Estados Unidos e tinha suas bases nos países membros, principalmente na Europa Ocidental: Itália, Inglaterra, Alemanha Ocidental, França, Suécia, Portugal, Bélgica, Holanda, Dinamarca, Áustria e Grécia.
O Pacto de Varsóvia (formado em 1955) era comandado pela União Soviética e defendia militarmente os países socialistas: Romênia, Alemanha Oriental, Checoslováquia e Polônia, Hungria e Bulgária.
OS EPISÓDIOS DA GUERRA FRIA
Bloqueio de Berlim (Junho/1948 - Maio/1949)
Após a derrota alemã na Segunda Guerra, os países vencedores lhe impuseram pesadas sanções. Entre elas a divisão da Alemanha em 4 zonas de influência, cada uma chefiada por um dos vencedores: Estados Unidos, França, Reino Unido e União Soviética. Berlim, a capital da Alemanha, também foi dividida, mesmo estando totalmente em território de influência soviética. Então a comunicação entre o lado ocidental da cidade fragmentada e as outras zonas era feita por pontes aéreas e terrestres.
Em 23 de Junho de 1948, todas as rotas terrestres com Berlim ocidental foram fechadas pelas tropas soviéticas, numa violação dos acordos da Conferência de Ialta.
Para não abandonar a zonas ocidental de Berlim e dar vitória à União Soviética, os países ocidentais criaram grande ponte aérea, em que os aviões americanos levaram mantimentos aos mais de dois milhões de berlinenses que viviam no ocidente da cidade. Estaline reconheceu a derrota dos seus planos em 12 de Maio de 1949.
Pouco depois, as zonas americana, francesa e britânica unificaram-se, fundando República Federativa da Alemanha, ou Alemanha Ocidental), cuja capital era Bona. Da zona soviética, nasceu a República Democrática Alemã, ou Alemanha Oriental), com capital Berlim, a porção oriental.
Guerra da Coreia:
Entre os anos de 1951 e 1953 a Coréia foi palco de um conflito armado de grandes proporções. Após a Revolução Comunista ocorrida na China, a Coreia sofre pressões para adoptar o sistema socialista em todo seu território. A região sul da Coreia resiste e, com o apoio militar dos Estados Unidos, defende seus interesses. A guerra dura dois anos e termina, em 1953, com a divisão da Coréia no paralelo 38. A Coréia do Norte ficou sob influência soviética e com um sistema socialista, enquanto a Coréia do Sul manteve o sistema capitalista.
Guerra do Vietname:
Este conflito ocorreu entre 1959 e 1975 e contou com a intervenção direta dos EUA e URSS. Os soldados norte-americanos, apesar de todo aparato tecnológico, tiveram dificuldades em enfrentar os soldados vietcongs (apoiados pelos soviéticos) nas florestas tropicais do país. Milhares de pessoas, entre civis e militares morreram nos combates. Os EUA saíram derrotados e tiveram que abandonar o território vietnamita de forma vergonhosa em 1975. O Vietname passou a ser socialista.
Crise dos Mísseis de Cuba(1962)
Cuba sofreu uma revolução em 1959 que instaurou a ditadura de Fidel Castro, de inspiração comunista a partir de 1961.
Em 1962, a União Soviética foi descoberta construindo 40 bases nucleares em Cuba. Segundo Khrushchev, presidente da URSS, a medida era puramente defensiva, para evitar que os Estados Unidos tentassem invadir a ilha de Fidel Castro.
Rapidamente,Kennedy, presidente norte-americano tomou medidas contrárias, posicionando navios militares no mar das Caribas, fechando os contatos marítimos entre a União Soviética e Cuba (bloqueio naval). Em 28 de Outubro Nikita Khrushchov foi obrigado a ceder, concordando em retirar os mísseis nucleares soviéticos da ilha de Cuba
Fim da Guerra Fria:
A falta de democracia, o atraso económico e a crise nas repúblicas soviéticas acabaram por acelerar a crise do socialismo no final da década de 1980. Em 1989 cai o Muro de Berlim e as duas Alemanhas são reunificadas. No começo da década de 1990, o então presidente da União Soviética Gorbachev começou a acelerar o fim do socialismo naquele país e nos aliados. Com reformas económicas, acordos com os EUA e mudanças políticas, o sistema foi se enfraquecendo. O capitalismo vitorioso, aos poucos, iria sendo implantado nos países socialistas.
É tempo de férias....para todos umas boas férias e uma santa e feliz Páscoa...

no de 1945 com a rendição da Alemanha e Itália. O Japão, último país a assinar o tratado de rendição, ainda sofreu um forte ataque dos Estados Unidos, que despejou bombas atómicas sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki. Uma acção desnecessária que provocou a morte de milhares de cidadãos japoneses inocentes, deixando um rastro de destruição nestas cidades.
escravo com o extermínio sistemático, principalmente de Judeus 
Guernica - Pablo Picasso
* Relaciona a obra de Pablo Picasso com a Guerra Civil Espanhola
Para saberes mais sobre esta guerra consulta:
www.terra.com.br/voltaire/
A partir de 1928, Estaline sucedeu a Lenine e tornou-se secretário-geral do PCUS (partido comunista da União Soviética), concentrando em si todos os poderes à semelhança de outros ditadores europeus.
Em menos de duas décadas, a URSS tornou-se uma grande potência económica, em que se destacavam a indústria pesada (siderurgia) e complexos hidroeléctricos (produção de electricidade).
Do ponto de vista político, Estaline não admitia qualquer tipo de oposição, eliminando de forma violenta aqueles que se lhe opunham, mesmo dentro do seu próprio partido e governo ( um dos casos mais célebres de perseguição foi o de Trotsky, que tendo-se refugiado no Méxioco, acabou por ser assassinado por ordem de Estaline). Oficiais do exército, altos funcionários, escritores foram assassinados , presos ou deportados para campos de concentração na Sibéria. O próprio partido comunista esteve sujeito a inúmeras purgas( limpeza de elementos perigosos) e milhões de simples camponeses, contrários à colectivização da terra, foram deportados e mortos.
Estaline fomentou o culto da personalidade, a propaganda fazia dele o "Pai da Pátria" ou o "Salvador da Pátria".
Historiadores calculam que durante o período estalinista (1928-53), cerca de 40 milhões de soviéticos tenham passado por campos de concentração (Gulag), dos quais 20 milhões terão morrido.
* Caracteriza a ditadura estalinista
. Portugal: do Autoritarism...
. AS SOCIEDADES OCIDENTAIS ...
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