Quarta-feira, 6 de Junho de 2007

VIAGEM DE FINALISTAS

Com muita pena minha este ano não posso acompanhar os finalistas na sua viagem a Santiago de Compostela e não só....o meu desejo é que se divirtam e aproveitem para conhcer uma cidade que é património da humanidade e que tem uma beleza única....BOA VIAGEM !!!!

 

publicado por nonoahistoria às 16:22
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Quinta-feira, 17 de Maio de 2007

Portugal: do Autoritarismo à Democracia

 


AINDA ASSIM CAIU.....
O REGIME DITATORIAL EM PORTUGAL


1. A MANUTENÇÃO DO AUTORITARISMO:

Com o fim da 2ª Grande Guerra, os regimes democráticos saíram vitoriosos. Porém, em Portugal o regime autoritário e repressivo mantinha-se, apesar de Salazar procurar dar a entender que o pais estava a mudar e que a oposição tinha liberdade de se organizar e afirmar livremente:

1ºEm 1945 dá-se a criação do MUD (movimento de Unidade Democrática) líder da oposição ao regime, depois declarado ilegal;

2º Em 1949, temos eleições presidenciais. O candidato da oposição, Norton de Matos, desiste;

3º No ano de 1958, de novo eleições presidenciais. O candidato da oposição, gen. Humberto Delgado, obtém largo apoio da população mas é derrotado.

 

2. UM TERRAMOTO CHAMADO DELGADO (1958- 65)

Humberto Delgado conhecido como o General Sem Medo (1906 — 1965) foi um general português da Força Aérea que corporizou o principal movimento de tentativa de derrube da ditadura salazarista através de eleições, tendo contudo sido derrotado nas urnas em 1958, num processo eleitoral fraudulento que desta forma deu a vitória ao candidato do regime, Américo Thomaz.

Em 1959, na sequência da derrota, vítima de represálias por parte da polícia política, pede asilo político na Embaixada do Brasil, seguindo depois para o exílio na Argélia.
Engrossando clandestinamente a Portugal, ao seu encontro, na fronteira Espanhola em Villanueva del Fresno, é enviado um comando da PIDE que o assassinou a tiro, bem como à sua secretária. Morre assim na fronteira, sem ter conseguido regressar a Portugal, no dia 13 de Fevereiro de 1965.

 

3. O TARDIO DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO

Até à década de 1950, o nível de desenvolvimento económico do nosso país era dos mais baixos da Europa.

A agricultura, apesar de ocupar 50% da população activa era de carácter tradicional e pouco produtiva. A indústria, por sua vez, conheceu um grande incremento, em particular a metalurgia, adubos, celulose, química e construção naval.

Em resultado da estagnação agrícola e do fomento industrial, as cidades cresceram e, ao mesmo tempo, a emigração para França, Alemanha e EUA. Na origem da emigração estava os melhores salários oferecidos nestes países da Europa, mas também a fuga a uma vida de miséria, à guerra colonial e às perseguições políticas movidas pela PIDE.

 

4. A GUERRA COLONIAL (1961-74)

Após a 2ª Grande Guerra, afirmou-se o movimento de descolonização. Na Ásia e, depois em África, as potências coloniais concederam a independência aos seus territórios ultramarinos.

Portugal não o fez porque considerava que o país não possuía colónias mas sim províncias e que, portanto, não era necessário torná-las independentes.

Em consequência formaram-se nas colónias portuguesas movimentos de autonomia que, através da luta armada, contestavam a presença portuguesa no território: em Angola o MPLA (1956), a FNLA (1962) e a UNITA (1966), na Guiné o PAIGC (1960) e em Moçambique a FRELIMO, desencadearam acções de guerrilha.

Do confronto entre 1961 e 1974, resultaram cerca de 10 mil mortos ( de 900 mil mobilizados), elevado número de deficientes e prejuízos económicos consideráveis.

 

5. A PRIMAVERA MARCELISTA E A LIBERALIZAÇÃO FRACASSADA.

Em 1968, por incapacidade de Salazar, Marcelo Caetano foi nomeado chefe de governo, criando uma grande expectativa entre os portugueses, que esperavam a resolução de dois grandes problemas: a questão da guerra colonial e a restauração das liberdades democráticas.

Marcelo Caetano introduziu algumas alterações a fim de efectuar uma "renovação na continuidade": extinguiu a PIDE e criou a Direcção Geral de Segurança (DGS), apesar de as pessoas e dos métodos não terem mudado; "aligeirou" a acção da censura, permitindo também o regresso de alguns exilados políticos. Foi a chamada "Primavera Marcelista", uma fraca liberalização que não agradou a ninguém por ser insuficiente e não ter resolvidos os problemas da nação.

 

6. FINALMENTE A MUDANÇA TÃO ESPERADA: A REVOLUÇÃO DOS CRAVOS.

No dia 24 de Abril de 1974, um grupo de militares comandados por Otelo Saraiva de Carvalho instalou secretamente o posto de comando do movimento golpista no quartel da Pontinha, em Lisboa.

O golpe militar do dia 25 de Abril teve a colaboração de vários regimentos militares que desenvolveram uma acção concertada.

À Escola Prática de Cavalaria, que partiu de Santarém, coube o papel mais importante: a ocupação do Terreiro do Paço. As suas forças eram comandadas pelo então Capitão Salgueiro Maia. O Terreiro do Paço foi ocupado às primeiras horas da manhã. Salgueiro Maia moveu, mais tarde, parte das suas forças para o Quartel do Carmo onde se encontrava o chefe do governo, Marcelo Caetano, que ao final do dia se rendeu, fazendo, contudo, a exigência de entregar o poder ao General António de Spínola, para que o "poder não caísse na rua". Marcelo Caetano partiu, depois, para a Madeira, rumo ao exílio no Brasil.

 

7. O PROCESSO REVOLUCIONÁRIO

No dia seguinte, forma-se a Junta de Salvação Nacional, constituída por militares, e que procederá a um governo de transição. O essencial do programa do MFA é resumido no programa dos três D: Democratizar, Descolonizar, Desenvolver.
Entre as medidas imediatas da revolução contam-se a extinção da polícia política (PIDE/DGS) e da Censura. Os sindicatos livres e os partidos foram legalizados. Só a 26 foram libertados os presos políticos, da Prisão de Caxias e de Peniche. Os líderes políticos da oposição no exílio voltaram ao país nos dias seguintes. Passada uma semana, o 1º de Maio foi celebrado legalmente nas ruas pela primeira vez em muitos anos.
Portugal passou por um período conturbado que durou cerca de 2 anos, referido como
PREC (Processo Revolucionário Em Curso), marcado pela luta entre a esquerda e a direita. No dia 25 de Abril de 1975 realizaram-se as primeiras eleições livres, para a
Assembleia Constituinte que foram ganhas pelo PS. Na sequência dos trabalhos desta assembleia foi elaborada uma nova Constituição que estabelecida uma democracia parlamentar de tipo ocidental.
A guerra colonial acabou e as colónias africanas tornaram-se independentes.

 

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Quarta-feira, 9 de Maio de 2007

AS SOCIEDADES OCIDENTAIS EM TRANSFORMAÇÃO

Com o crecimento demográfico após a segunda guerra mundial aumentou a percentagem de jovens adolescentes, sentindo muitos desses jovens na América e na Europa muitas dificuldades em se integrarem na sociedade. Surgiram desta forma, movimentos contestatários protagonizados por largos sectores da juventude, foi o caso dos hippies.

 

Também hoje os jovens enfrentam vários problemas.

Na tua opinião quais são os principais ?

publicado por nonoahistoria às 22:40
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Terça-feira, 24 de Abril de 2007

DA CECA À UNIÃO EUROPEIA

 

Ligações às diferentes secções do sítio "A UE num ápice"
Factos e Números Essenciais sobre a União Europeia Jargão comunitário Viajar na Europa A Europa em 12 lições Países História Panorama da União Europeia Tratados e Direito Símbolos da União Europeia A Europa consigo em 2006
 

 

PARA SABERES TUDO SOBRE A UNIÃO EUROPEIA CONSULTA O SITE: http://europa.eu/abc/index_pt.htm

publicado por nonoahistoria às 23:04
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Terça-feira, 10 de Abril de 2007

O MUNDO SAÍDO DA GUERRA


 ALTERAÇÕES NO PÓS GUERRA.

A 2º Grande Guerra implicou um enorme sofrimento para a Humanidade, cerca de 50 milhões de mortos no total, com grande devastação e número de vítimas particularmente na URSS, Polónia, Alemanha, China e Japão.

Para reseolver os problemas resultantes da guerra os Aliados, reuniram-se em várias conferências com destaque para as de Yalta (na Crimeia- URSS) e em Potsdam (Alemanha). Destas conferências saíram importantes decisões para a Europa e para o Mundo:

* Desmembramento da Alemanha e da Áustria em quatro zonas de ocupação (a cargo dos EUA, Inglaterra, França e URSS), com a finalidade de destruir os vestígios de nazismo;

* Criação em Nuremberga (antiga capital da Alemanha Nazi) de um tribunal internacional para julgar criminosos de guerra;

* Criação de uma instituição internacional - Organização das Nações Unidas - destinada a resolver, pacificamente, os conflitos entre as nações;

Em consequência dos acordos assinados, criou-se um novo mapa político da Europa. A URSS foi a principal beneficiária, pois anexou os paises bálticos, parte da Alemanha Oriental, territórios da Roménia, Finlândia e Checoslováquia. Em termos políticos há que destacar o facto dos regimes fascistas serem extintos e de, na Europa de Leste, se terem implantando governos comunistas.


RECONSTRUÇÃO E POLÍTICA DE BLOCOS:

Em 1945 a Europa tinha perdido o prestígio e a importância que teve durante séculos, os grandes vencedores da guerra foram os Estados Unidos e a União Soviética (URSS).

Depois de terem lutado como aliados na 2ª Grande Guerra, os Americanos e Soviéticos converteram-se em inimigos. Esta oposição explica-se pelas ideologias políticas e económicas diferentes que defendiam: os EUA seguiam o capitalismo e a URSS o comunismo

Entre 1946 e 1947, as divergências entre americanos e soviéticos acenturaram-se, provocando uma profunda divisão na Europa:

- No Ocidente, os EUA tomaram medidas para combater a miséria e o descontentamento popular e para travar o expansionismo soviético. Em 1947, o general norte-americano George Marshall propôs aos paises europeus um programa de reconstrução económica, através da destruibuição de 13 mil milhões de dólares, sob a forma de donativos e emprestimos, matérias-primas e produtos industrializados (Plano Marshall);

- No Leste da Europa, a URSS apoiou a formação de regimes comunistas, como no caso da Roménia, Bulgária, Hungria, Checoslováquia e Polónia- governos que aliados dos soviéticos, suprimiram as liberdades políticas, colectivizaram a terra e nacionalizaram as empresas. Em resposta ao plano Marshal, a União Soviética propôs-se a ajudar também seus aliados, com a criação do COMECON (Conselho para Assistência Econômica Mútua), instuição que tinha tinha como objectivo a recuperação dos países da Europa Oriental.

 A OPOSIÇÃO ENTRE OS BLOCOS: A GUERRA FRIA

A partir de 1947, o mundo viveu na iminência de um confronto directo entre as duas superpotências: foi o início da guerra fria. No decorrer da mesma, URSS e EUA agrediam-se através e ameças e da propaganda, sem todavia chegar a um confronto directo.

A definição para a expressão guerra fria é de um conflito que aconteceu apenas no campo ideológico, não ocorrendo um embate militar declarado e directo entre Estados Unidos e URSS. Até mesmo porque, estes dois países estavam armados com centenas de mísseis nucleares. Um conflito armado directo significaria o fim dos dois países e, provavelmente, da vida no planeta Terra.

As duas potências envolveram-se numa corrida armamentista, espalhando exércitos e armamentos em seus territórios e nos países aliados. Nesta época, formaram-se dois blocos militares, cujo objetivo era defender os interesses militares dos países membros.

A OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte (surgiu em 1949) era liderada pelos Estados Unidos e tinha suas bases nos países membros, principalmente na Europa Ocidental: Itália, Inglaterra, Alemanha Ocidental, França, Suécia, Portugal, Bélgica, Holanda, Dinamarca, Áustria e Grécia.

O Pacto de Varsóvia (formado em 1955) era comandado pela União Soviética e defendia militarmente os países socialistas: Romênia, Alemanha Oriental, Checoslováquia e Polônia, Hungria e Bulgária.


OS EPISÓDIOS DA GUERRA FRIA


Bloqueio de Berlim (Junho/1948 - Maio/1949)

Após a derrota alemã na Segunda Guerra, os países vencedores lhe impuseram pesadas sanções. Entre elas a divisão da Alemanha em 4 zonas de influência, cada uma chefiada por um dos vencedores: Estados Unidos, França, Reino Unido e União Soviética. Berlim, a capital da Alemanha, também foi dividida, mesmo estando totalmente em território de influência soviética. Então a comunicação entre o lado ocidental da cidade fragmentada e as outras zonas era feita por pontes aéreas e terrestres.
Em 23 de Junho de 1948, todas as rotas terrestres com Berlim ocidental foram fechadas pelas tropas soviéticas, numa violação dos acordos da Conferência de Ialta.
Para não abandonar a zonas ocidental de Berlim e dar vitória à União Soviética, os países ocidentais criaram grande ponte aérea, em que os aviões americanos levaram mantimentos aos mais de dois milhões de berlinenses que viviam no ocidente da cidade. Estaline reconheceu a derrota dos seus planos em 12 de Maio de 1949.

Pouco depois, as zonas americana, francesa e britânica unificaram-se, fundando República Federativa da Alemanha, ou Alemanha Ocidental), cuja capital era Bona. Da zona soviética, nasceu a República Democrática Alemã, ou Alemanha Oriental), com capital Berlim, a porção oriental.

Guerra da Coreia:

Entre os anos de 1951 e 1953 a Coréia foi palco de um conflito armado de grandes proporções. Após a Revolução Comunista ocorrida na China, a Coreia sofre pressões para adoptar o sistema socialista em todo seu território. A região sul da Coreia resiste e, com o apoio militar dos Estados Unidos, defende seus interesses. A guerra dura dois anos e termina, em 1953, com a divisão da Coréia no paralelo 38. A Coréia do Norte ficou sob influência soviética e com um sistema socialista, enquanto a Coréia do Sul manteve o sistema capitalista.

Guerra do Vietname:

Este conflito ocorreu entre 1959 e 1975 e contou com a intervenção direta dos EUA e URSS. Os soldados norte-americanos, apesar de todo aparato tecnológico, tiveram dificuldades em enfrentar os soldados vietcongs (apoiados pelos soviéticos) nas florestas tropicais do país. Milhares de pessoas, entre civis e militares morreram nos combates. Os EUA saíram derrotados e tiveram que abandonar o território vietnamita de forma vergonhosa em 1975. O Vietname passou a ser socialista.

Crise dos Mísseis de Cuba(1962)

Cuba sofreu uma revolução em 1959 que instaurou a ditadura de Fidel Castro, de inspiração comunista a partir de 1961.
Em 1962, a União Soviética foi descoberta construindo 40 bases nucleares em Cuba. Segundo Khrushchev, presidente da URSS, a medida era puramente defensiva, para evitar que os Estados Unidos tentassem invadir a ilha de Fidel Castro.
Rapidamente,Kennedy, presidente norte-americano tomou medidas contrárias, posicionando navios militares no mar das Caribas, fechando os contatos marítimos entre a União Soviética e Cuba (bloqueio naval). Em 28 de Outubro Nikita Khrushchov foi obrigado a ceder, concordando em retirar os mísseis nucleares soviéticos da ilha de Cuba

Fim da Guerra Fria:

A falta de democracia, o atraso económico e a crise nas repúblicas soviéticas acabaram por acelerar a crise do socialismo no final da década de 1980. Em 1989 cai o Muro de Berlim e as duas Alemanhas são reunificadas. No começo da década de 1990, o então presidente da União Soviética Gorbachev começou a acelerar o fim do socialismo naquele país e nos aliados. Com reformas económicas, acordos com os EUA e mudanças políticas, o sistema foi se enfraquecendo. O capitalismo vitorioso, aos poucos, iria sendo implantado nos países socialistas.

 

Divisão da Alemanha no Pós-Guerra

Divisão da Alemanha no Pós-Guerra
 

Construção do Muro de Berlim em 1961

Construção do Muro de Berlim em 1961
 

O Muro de Berlim (1961-1989)

Em 1961, o Governo da Alemanah de Leste (RDA) construiu um muro separando as partes ocidentais e oriental da cidade de Berlim. Este muro simbolizava a divisão da Alemanha e da Europa no período da Guerra Fria. Muitas famílias ficaram separadas e os alemães de Leste foram proibidos de se deslocarem e até de visitarem a Alemanha Ocidental. O muro só foi destruído em 1989, pouco antes da reunificação alemã.
 

 

 

 

publicado por nonoahistoria às 23:12
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Domingo, 25 de Março de 2007

BOAS FÉRIAS E PÁSCOA FELIZ

É tempo de férias....para todos umas boas férias e uma santa e feliz Páscoa...



publicado por nonoahistoria às 22:37
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Segunda-feira, 12 de Março de 2007

O FIM DA GUERRA E SUAS CONSEQUÊNCIAS


Este importante e triste conflito terminou somente no ano de 1945 com a rendição da Alemanha e Itália. O Japão, último país a assinar o tratado de rendição, ainda sofreu um forte ataque dos Estados Unidos, que despejou bombas atómicas sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki. Uma acção desnecessária que provocou a morte de milhares de cidadãos japoneses inocentes, deixando um rastro de destruição nestas cidades.
Os prejuízos foram enormes, principalmente para os países derrotados. Foram milhões de mortos e feridos, cidades destruídas, indústrias e zonas rurais arrasadas e dívidas incalculáveis. O racismo esteve presente e deixou uma ferida grave, principalmente na Alemanha, onde os nazistas mandaram para campos de concentração e mataram aproximadamente seis milhões de judeus.

Com o final do conflito, em 1945, foi criada a ONU (Organização das Nações Unidas ), cujo objetivo principal seria a manutenção da paz entre as nações. Inicia-se também um período conhecido como Guerra Fria, colocando agora, em lados opostos, Estados Unidos e União Soviética. Uma disputa geopolítica entre o capitalismo norte-americano e o socialismo soviético, onde ambos países buscavam ampliar suas áreas de influência sem entrar em conflitos armados.

 PORTUGAL E A GUERRA
Durante a Segunda Grande Guerra, Portugal era governado sobre uma ditadura de direita, designada por Estado Novo e chefiado por Salazar. Oficialmente Portugal declarou em 1939 a neutralidade, apesar da Aliança Luso-Britânica de 1373, sendo mantido o estado de neutralidade até ao final das hostilidades.
O embaixador Aristides de Sousa Mendes em França (1939-1940) ajudou dezenas de milhares de refugiados, nomeadamente judeus a fugir via Lisboa, para os Estados Unidos, emitindo vistos contra a revelia do Governo de Salazar. Após a queda da França em Julho de 1940, foi detido em Lisboa, e proibido de exercer Advocacia, nunca foi perdoado por Salazar. No dia 29 de Junho de 1940, Espanha e Portugal assinam um protocolo adicional ao Tratado de Amizade e Não Agressão.
Em 1941, o Japão invade Timor-Leste, e ocupa as ilhas de Lapa, Dom João e Montanha pertencentes ao território de Macau, exercendo fortes influências, e pressões sobre o território. Macau chegaria a ser bombardeado alegadamente por erro pelos aliados. Os territórios voltariam após o fim da guerra à soberania portuguesa.
Com o virar da guerra, Portugal assina um Acordo Luso-Britânico, em Agosto de 1943, concedendo à Grã-Bretanha, a base das Lajes nos Açores, e em 1944 aos Estados Unidos até actualmente.
Comercialmente, Portugal exportava produtos para os países em conflito, como açúcar, tabaco, e tungsténio. O tungsténio cujo preço subiu em flecha desde o início das exportações, sendo que para a Alemanha, a exportação foi interrompida em 1944 por imposição dos Aliados. Até ao final da guerra as exportações para a Alemanha foram pagas com ouro canalizado via Suiça.
Com o final da guerra, o governo de Salazar decretou luto oficial de três dias pela morte de Hitler aquando da sua morte, em 1945. Salazar iniciou então uma série de reformas políticas de fachada após a derrota das ditaduras, para se manter no poder.
publicado por nonoahistoria às 22:37
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Quarta-feira, 7 de Março de 2007

REGIMES TOTALITÁRIOS NA EUROPA - SINTESE

Os anos 30 vão provocar grandes mudanças no panorama político da Europa, em grande parte devido à violenta crise económica de 1929.
Em Itália, Mussolini leva o Partido Nacional Fascista ao poder, apostando num discurso nacionalista e imperialista, aproveitando o descontentamento dos italianos face aos partidos políticos.
Também na Alemanha a ditadura passará a ser uma realidade, pela mãos de Hitler e do seu Partido Nazi. Com Hitler a Alemanha inicia um processo de rearmamento e de expansionismo, que acabará por conduzir à 2ª grande Guerra.
Portugal irá igualmente conhecer um governo autoritário, que se instala a seguir à ditadura que pusera fim à República em 1926. Oliveira Salazar é o responsável por este regime, conhecido por Estado Novo, que se prolonga até 1974.

No entanto, os anos 30 não conhecem apenas as ditaduras de extrema-direita. Na URSS comunista, Estaline conduz o país à posição de grande potência mundial à custa de uma economia planificada e colectivizada, que custou a vida a milhões de pessoas.

Os Nazis pregavam a superioridade da raça Ariana dominante, liderada por um Führer (líder) infalível. Enquanto isso, aniquilariam os judeus e os comunistas, principais bodes expiatórios (culpados) de todos os problemas da Alemanha. Milhões de judeus, polacos, russos, ciganos, católicos, homoxessuais e deficientes físicos foram aprisionados em campos de concentração, onde morreram, foram executados, ou submetidos a experiências. Outros milhões foram usados em trabalhos forçados.
Alguns campos, tais como o de Auschwitz-Birkenau, combinavam trabalho escravo com o extermínio sistemático, principalmente de Judeus
À chegada a estes campos, os prisioneiros eram divididos em dois grupos: aqueles que eram demasiado fracos para trabalhar eram imediatamente assassinados em
câmaras de gás (que por vezes eram disfarçadas de chuveiros) e seus corpos eram queimados, enquanto que os outros eram primeiro usados como escravos em fábricas e empresas industriais localizadas nas proximidades do campo ( morreram cerca de 6 milhões de Judeus até 1945).
RELEMBRAR AUSCHWITZ ?
Clica no seguinte endereço para veres um vídeo deste campo de concentração:
http://expresso.clix.pt/Multimedia/Interior.aspx?content_id=376422
Na Espanha: a vitória Republicana e o levantamento Nacionalista - a Guerra Cívil.
Em 1931, após a abdicação do rei Afonso XIII, instaurou-se a República em Espanha.
Os governos republicanos tomaram medidas que puseram em causa os privilégios do Clero, da Burguesia e do Exército. A vitória da Frente Popular (coligação de comunistas e socialistas), levou à reacção das forças conservadoras, lideradas por Francisco Franco (general das tropas estacionadas em Marrocos). Era o início da Guerra Civil (1936-39).
As forças em confronto contaram com apoios de potências europeias:
1. Os Nacionalistas contaram com o apoio dos países ditatoriais ( Alemanha e Itália), que enviaram tropas e material de guerra;
2. Os Republicanos contaram com o apoio da URSS e das Brigadas Internacionais (voluntários estrangeiros);
As nações democráticas (França e Inglaterra) não intervieram na guerra, receando que a mesma se transformasse em conflito mundial.
Depois de 3 anos de duros combates, onde a Espanha serviu de campo de ensaio às tácticas e armamentos das forças nazi-fascistas (uso de blindados e bombardeiros alemães), os Nacionalistas venceram o conflito e implantou-se em Espanha o regime franquista - um chefe único (Franco) e um sitema político semelhante ao fascismo italiano, que se vai manter no poder cerca de 40 anos.
Em Setembro de 1939 inicia-se a segunda guerra mundial, que só irá terminar em Setembro de 1945.
Para o Teste:

- Explicar a ascensão de Salazar os poder entre 1928 e 1932
- Caracterizar o salazarismo com o um regime ditatorial e conservador
- Conhecer os meios de propaganda, repressão e controle do povo usados por Salazar
- Reconhecer o corporativismo e o colonialismo do Estado Novo (p.106)
- Mostrar a acção de Estaline na URSS -planificação económica e regime de terror
- Indicar as forças em confronto, os apoios e o desfecho da Guerra Civil Espanhola
- Reconhecer na Guerra Civil Espanhola um ensaio para a 2ª Grande Guerra
- Os principais intervenientes na segunda guerra mundial e os motivos da participação
- As fases da Guerra - caracteristicas
- A Europa sob o dominio nazi
- Relacionar o racismo nazi com o genocídio do povo judeu
publicado por nonoahistoria às 10:30
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Quinta-feira, 1 de Março de 2007

GUERRA CIVIL ESPANHOLA

 

Guernica - Pablo Picasso

* Relaciona a obra de Pablo Picasso com a Guerra Civil Espanhola

Para saberes mais sobre esta guerra consulta:

www.terra.com.br/voltaire/mundo/guerra_civil_espanha.htm - 25k -

publicado por nonoahistoria às 22:13
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Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2007

A ERA ESTALINISTA NA U.R.S.S.

 

 

A partir de 1928, Estaline sucedeu a Lenine e tornou-se secretário-geral do PCUS (partido comunista da União Soviética), concentrando em si todos os poderes à semelhança de outros ditadores europeus.

 No mesmo ano colocou fim à NEP e lançou a URSS na grande viragem para o socialismo. Para isso aplicou dois princípios básicos: a planificação económica (estabeleceu metas de produção de 5 em 5 anos - planos quinquenais) e a colectivização dos meios de produção (nacionalização da industria e do comércio, pondo fim à propriedade privada).

Em menos de duas décadas, a URSS tornou-se uma grande potência económica, em que se destacavam a indústria pesada (siderurgia) e complexos hidroeléctricos (produção de electricidade).

Do ponto de vista político, Estaline não admitia qualquer tipo de oposição, eliminando de forma violenta aqueles que se lhe opunham, mesmo dentro do seu próprio partido e governo ( um dos casos mais célebres de perseguição foi o de Trotsky, que tendo-se refugiado no Méxioco, acabou por ser assassinado por ordem de Estaline). Oficiais do exército, altos funcionários, escritores foram assassinados , presos ou deportados para campos de concentração na Sibéria. O próprio partido comunista esteve sujeito a inúmeras purgas( limpeza de elementos perigosos) e milhões de simples camponeses, contrários à colectivização da terra, foram deportados e mortos.

 

Estaline fomentou o culto da personalidade, a propaganda fazia dele o "Pai da Pátria" ou o "Salvador da Pátria".

Historiadores calculam que durante o período estalinista (1928-53), cerca de 40 milhões de soviéticos tenham passado por campos de concentração (Gulag), dos quais 20 milhões terão morrido.

 

 

 

 

 

 

 

* Caracteriza a ditadura estalinista

 

 

 

publicado por nonoahistoria às 16:38
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