Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2007

A ERA ESTALINISTA NA U.R.S.S.

 

 

A partir de 1928, Estaline sucedeu a Lenine e tornou-se secretário-geral do PCUS (partido comunista da União Soviética), concentrando em si todos os poderes à semelhança de outros ditadores europeus.

 No mesmo ano colocou fim à NEP e lançou a URSS na grande viragem para o socialismo. Para isso aplicou dois princípios básicos: a planificação económica (estabeleceu metas de produção de 5 em 5 anos - planos quinquenais) e a colectivização dos meios de produção (nacionalização da industria e do comércio, pondo fim à propriedade privada).

Em menos de duas décadas, a URSS tornou-se uma grande potência económica, em que se destacavam a indústria pesada (siderurgia) e complexos hidroeléctricos (produção de electricidade).

Do ponto de vista político, Estaline não admitia qualquer tipo de oposição, eliminando de forma violenta aqueles que se lhe opunham, mesmo dentro do seu próprio partido e governo ( um dos casos mais célebres de perseguição foi o de Trotsky, que tendo-se refugiado no Méxioco, acabou por ser assassinado por ordem de Estaline). Oficiais do exército, altos funcionários, escritores foram assassinados , presos ou deportados para campos de concentração na Sibéria. O próprio partido comunista esteve sujeito a inúmeras purgas( limpeza de elementos perigosos) e milhões de simples camponeses, contrários à colectivização da terra, foram deportados e mortos.

 

Estaline fomentou o culto da personalidade, a propaganda fazia dele o "Pai da Pátria" ou o "Salvador da Pátria".

Historiadores calculam que durante o período estalinista (1928-53), cerca de 40 milhões de soviéticos tenham passado por campos de concentração (Gulag), dos quais 20 milhões terão morrido.

 

 

 

 

 

 

 

* Caracteriza a ditadura estalinista

 

 

 

publicado por nonoahistoria às 16:38
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Quarta-feira, 7 de Fevereiro de 2007

O PODER DA PROPAGANDA

 

Mostra de que forma os cartazes e os livros escolares foram importantes veículos de propaganda do Estado Novo.

 

publicado por nonoahistoria às 23:13
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ESTADO NOVO

António de Oliveira Salazar tornou-se Presidente do Conselho em 1932, tendo no ano seguinte apresentado uma nova Constituição, que pôs fim à Ditadura Militar, e instaurando o regime a que a propaganda oficial chamou Estado Novo. Apesar de possuir algumas características semelhantes ao fascismo italiano de Benito Mussolini, o Estado Novo nunca se assumiu como sendo fascista.

Eis algumas das características e orientações fundamentais do Estado Novo português:

- Foi criado um partido político oficial, a União Nacional, que transmitia o "espírito da Nação", enquanto que a oposição era duramente reprimida. Quando Marcello Caetano substituiu Salazar alterou o nome União Nacional para Acção Nacional Popular.

- Toda a vida económica e social do país foi organizada em corporações. O corporativismo estabelecia um maior controlo do Estado sobre as actividades económicas e dificultava a existência dos Sindicatos.

- O culto a Salazar nunca assumiu as proporções existentes na Itália ou na Alemanha

- A Igreja e o regime caminhavam lado a lado. Com uma ideologia marcadamente conservadora, o Estado Novo orientava-se segundo os princípios consagrados pela tradição: Deus, Pátria, Família, Autoridade, Hierarquia, Moralidade, Paz Social e Austeridade.

- Foi desenvolvido um projecto ao nível da cultura que pretendeu dar uma certa leveza ao regime e simultaneamente glorificá-lo.

- A censura aos media procurou sempre não deixar avançar qualquer tipo de rebelião contra o regime, velando sempre pela moral e os bons costumes que Salazar defendia.

- Uma polícia política, que teve várias designações (PVDE, PIDE, DGS), que perseguia todo e qualquer opositor do regime.

- Uma política colonialista, que afirmava que Portugal como "um Estado pluricontinental e multirracial". Todavia, a partir de 1961, já com muitas pressões internacionais para o país conceder a independência às suas colónias, teve início uma das páginas mais negras da nossa História: a Guerra Colonial.

- Uma política nacionalista a vários níveis, marcada pela máxima "Estamos orgulhosamente sós".

- Criação de milícias, uma para defesa do regime e combate ao comunismo, a Legião Portuguesa; outra destinada a inculcar nos jovens os valores do regime, a Mocidade Portuguesa.

publicado por nonoahistoria às 23:03
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